A Culpa é das Estrelas, de John Green

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Aparentemente, o mundo não é uma fábrica de desejos

     “A culpa é das estrelas” foi um livro que, antes de comprar, me deixou com medo. Isso porque eu sempre tenho medo de livro que vira modinha (o que podemos dizer de Fifty Shades of Gray????). Me assustou também pelos comentários de outros autores que tinham lá na orelha/capa do livro. Depois de uma grande amiga ter me falado MUITO que o livro era MUITO bom, que amou MUITO e tudo mais, minha curiosidade aguçou. Uns dois meses depois, o livro virou febre no Brasil. Toda livraria de Aracaju que eu ia, tinha o bendito livro. Toda loja online destacava esse livro. Um amigo também me indicou. Outros também falaram, e então eu decidi que ia tirar minhas próprias conclusões.

     Enfim comprei meu livro lá em meados de novembro de 2013 numa livraria física (= foi caro) e trouxe pra casa. Quando chegou dezembro e eu fui inventar de postar no instagram e no facebook uma foto dos supostos livros que leria nas férias, todo mundo curtia, todo mundo comentava algo do tipo “ACEDE, perfeito!” “Jonh Green <3”. E eu fiquei mais curiosa ainda, e resolvi pegá-lo para devorar. Daí eu sei que:

     O livro conta a história de Hazel Grace, uma paciente de câncer terminal que está viva porque prolonga seus dias com o uso de um remédio que não sabe até quando vai funcionar. Hazel é também quem nos conta, sendo assim narradora-personagem. Por também ter meio que uma insuficiência respiratória, a garota respira com a ajuda de um cilindro de oxigênio que precisa carregar em um carrinho aonde quer que vá.

     Eu fiquei impressionada mesmo foi com a quantidade de reflexão que pude fazer à medida que lia. Hazel sabe que vai morrer e por isso se sente mal em saber que vai trazer dor, sofrimento e angústia para os seus pais, e que na verdade, no fim das contas seu tratamento não evitará aquilo. Há 3 anos ela parou de estudar no ensino regular e desde esse tempo vem lutando contra a doença.

     A mãe de Hazel aparece várias vezes como uma superprotetora que está integralmente vivendo para a filha. Por “dar tanta atenção” ao caso, ela procura refúgios para a garota saia de casa e “vá viver”. Então surge o grupo de apoio que ela frequenta para crianças com câncer. Lá tem gente de todo tipo de manifestação da doença, e em um dos encontros, aparece Augustus Waters (<3), o cara de sorrisinho cafajeste e lindo, “suspenso” de um câncer nos ossos.

     O primeiro contato de Hazel e Augustus é muito rápido, e tudo que acontece com eles é muito rápido também – assim como a vida, mais do que nunca nesse caso. A amizade deles é muito intensa, muito divertida; as conversas deles não são de consolos um para o outro, muito pelo contrário: sacaneiam das limitações deles mesmos, falam de ambições, da vida, e de muita, mas muita metáfora. Hazel tem um livro preferido chamado Uma Aflição Imperial que ela parece ler todas as noites. Com o seu final inacabado, Gus acaba também se viciando no livro e daí por diante muita, muita, MUITA coisa acontece.

     “A Culpa é das Estrelas” foi escrito por John Green e publicado nos EUA em 2012, com o título “The Fault in Our Stars”. Aqui no Brasil, o livro foi publicado também em 2012 pela editora Intrínseca, – com uma capa linda e uma diagramação muito boa – mas o estouro de vendas de sucesso se deu em 2013. A obra também está sendo adaptada para filme, que está previsto para ser lançado na metade de 2014.

     Eu ri alto com as descrições loucas que eles faziam, chorei litros com as situações (inclusive uma madrugada chorando, Gus Waters!), mas quis mais, que nem na descrição da capa. Agora paro por aqui porque qualquer outra dica vira spoiler, e quero que assim como eu, vocês mergulhem de cabeça nessa história maravilhosa e envolvente.

Por Vitória Regina