“Como eu era antes de você”, de Jojo Moyes + expectativas para o filme

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“É isso. Você está marcada no meu coração, Clark. Desde o dia em que chegou, com suas roupas ridículas, suas piadas ruins e sua total incapacidade de disfarçar o que sente.”

Em primeiro lugar eu gostaria de dizer que estou desidratada após essa leitura (obrigada, Jojo Moyes). Em segundo lugar: não, eu não li por modinha ou porque tá todo mundo lendo… Como eu já citei aqui mesmo no blog, comprei esse livro em Janeiro de 2014. Mas sabe? Que bom que tá todo mundo lendo,  porque é uma leitura maravilhosa! ❤

“Como eu era antes de você”, conta a história de Louisa Clark: uma menina de 26 anos com sonhos comuns, ou melhor, sem sonhos, sem ambição, que não faz faculdade, não tem previsão de quando sairá da casa dos pais, trabalha num Café que está pra fechar e mora desde pequena na mesma pacata cidade do interior cuja característica turística é um antigo castelo, do outro lado. Além do gosto pra lá de peculiar das roupas…

Conta também a história de Will Traynor (criatura por quem estou apaixonadíssima inclusive, obrigada): um rapaz de 35 anos que teve sua história literalmente virada de cabeça pra baixo. Lindo, ativo, esportista, inteligente, bem-sucedido nos negócios em Londres, e extremamente apaixonado pela vida, é vítima de um acidente de moto indo pro trabalho e fica tetraplégico.

Desde quando você pega na capa do livro, fica claro que nele existe uma história de amor entre os dois, porém não é nada convencional. O encontro deles se dá quando o Café onde Lou trabalha fecha e ela precisa urgentemente de um novo emprego, o que leva a mocinha à casa dos Traynor, no outro lado do castelo. Família rica, cheia de regalias, oposta da sua. Um universo totalmente novo e estranho que Lou começa a conhecer na nova profissão de cuidador de Will.

No começo, Will é relutante e, sejamos sinceros, bem chato. Talvez na tentativa de afastá-la como fez com as cuidadoras anteriores. Em muitas vezes, Lou tem vontade de desistir e largar o novo emprego, mas se sente na responsabilidade de ficar, já que a maior renda de manutenção da sua família vem dela, agora. Will já possui cuidados de seu fisioterapeuta, Nathan, que acaba ganhando Lou como uma nova aliada na luta para animar Will. Luta inclusive quase que incansável da mãe, Camilla Traynor. O que ninguém esperava é que para Louisa isso seria um desafio pra mostrar do que ela era capaz, do que Will podia fazer além de viver numa cadeira de rodas, e para a família, de que ela poderia ser tão inteligente quanto sua irmã prodígio, Katrina.

Diante do obstinado plano de Will de acabar com seu sofrimento, aos poucos, Louisa vai dando cor à história dele de volta. Os dois começam a conversar, mesmo no meio da monótona rotina de Lou no anexo da casa, onde Will mora. Will, quase sempre provocativo e sarcástico, começa a estimular Louisa no potencial que ela tem pra tantas outras coisas e ela, com suas peculiaridades, acaba cada vez mais instigando a curiosidade dele, cultivando uma intensa amizade. Ele ironizando Patrick, namorado ausente esportista de Lou, ela motivando os passeios, as saídas, mostrando que ainda é possível…

“Como eu era antes de você” foi lançado 2012,  com o título original de “Me Before You” e tem uma capa linda! Aliás, este era um dos livros que estavam na minha meta de serem lidos em 2015, e eu até cheguei a falar que comprei por causa dessa capa maravilhosa! Sem, dúvida, foi o que mais chamou minha atenção na livraria. No Brasil, foi lançado em 2013 pela editora Intrínseca, com uma diagramação muito boa e a tradução também.O livro é narrado em sua maioria por Lou, contando com outros capítulos narrados por Nathan, Camilla, Treena (Katrina), fazendo com que o dinamismo na história seja presente a todo tempo. No primeiro capítulo narrado por outro personagem, confesso que tive um certo receio de quebra de ideias, ou que ficasse meio chato, como foi o caso do livro Amanhecer (Saga Twilight), mas na verdade foi como se provasse o quão dinâmico o livro é.

Eu passei umas duas semanas e meia lendo esse livro, não porque é longo, mas porque ao mesmo tempo que a leitura prende, faz o leitor não querer que acabe. Depois do meu vergonhoso saldo de leituras em 2015, este livro com certeza não poderia ser melhor para me ajudar nessa volta. Jojo Moyes tem uma escrita muito atraente, eu não queria parar de ler… lia nos intervalos da faculdade, passei uma madrugada de insônia lendo uns capítulos e até na sala de espera da médica estava eu rindo sozinha com os sarcasmos de Will Traynor. A sensação que eu tinha toda vez em que parava a leitura, era que eu estava bem perto do ápice da história. E gente, dá pra saber que existe um sofrimento no livro, mas a autora traz isso de uma forma tão “condizente e real” que parece que o leitor entra de verdade na história, pelos olhos de Lou e dos outros, atestando o quanto realmente as coisas são porque são.

Agora em junho de 2016 a Warner vai lançar a adaptação para cinema. Apenas depois de ter terminado o livro no domingo passado (01/05) foi que assisti aos trailers divulgados, e que trailers!!! Engraçado que o ator que interpreta Will tem exatamente os traços que pensei (Sam Claflin <3) e olhe, Louisa (Emilia Clarke) promete não decepcionar. Aparentemente, o pouco que deu pra ver consegue ser fiel à narrativa. “Como eu era antes de você” com certeza entrou na lista dos meus livros preferidos, isso se não for o preferido dos últimos 5 anos, pelo menos. Pra vocês terem noção, meu irmão entrou no meu quarto e me encontrou chorando no final do livro! Desde lá, não teve um dia sequer que deixei de ver os trailers; reli as minhas partes preferidas e sorri e chorei mais uma vez. Agora estou ansiosa pra caramba para esse filme… tenho a sensação de que vai ser aquele tipo que quando lançar em DVD eu vou comprar e assistir até decorar as falas (quem nunca?). Estou realmente esperando muito desse filme, que além de contar um uma fotografia e cenários maravilhosos, tem um elenco muito bom, sem falar do pouco que já deu pra perceber da trilha sonora. Vem, 16 de junho!

Não é o final que eu queria, mas a autora foi muito congruente com a escrita. Mais ainda do que uma história de casalzinho, é uma história sobre superação, ganhos e perdas, família, amizades, sobre como o amor pode brotar das situações mais inimagináveis, e mais do que tudo, a maior mensagem desse livro é um grande lembrete: VIVA INTENSAMENTE!

Depois do filme eu volto pra contar o que achei… Deixo os trailers abaixo e recomendo a leitura. Espero que você consiga se envolver com esse livro como eu me envolvi. (:

Como Eu Era Antes de Você – Trailer Oficial 1 (leg) [HD]

Como Eu Era Antes de Você – Trailer Oficial 2 (leg) [HD

      Por Vitória Regina ❤

 

A Culpa é das Estrelas, de John Green

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Aparentemente, o mundo não é uma fábrica de desejos

     “A culpa é das estrelas” foi um livro que, antes de comprar, me deixou com medo. Isso porque eu sempre tenho medo de livro que vira modinha (o que podemos dizer de Fifty Shades of Gray????). Me assustou também pelos comentários de outros autores que tinham lá na orelha/capa do livro. Depois de uma grande amiga ter me falado MUITO que o livro era MUITO bom, que amou MUITO e tudo mais, minha curiosidade aguçou. Uns dois meses depois, o livro virou febre no Brasil. Toda livraria de Aracaju que eu ia, tinha o bendito livro. Toda loja online destacava esse livro. Um amigo também me indicou. Outros também falaram, e então eu decidi que ia tirar minhas próprias conclusões.

     Enfim comprei meu livro lá em meados de novembro de 2013 numa livraria física (= foi caro) e trouxe pra casa. Quando chegou dezembro e eu fui inventar de postar no instagram e no facebook uma foto dos supostos livros que leria nas férias, todo mundo curtia, todo mundo comentava algo do tipo “ACEDE, perfeito!” “Jonh Green <3”. E eu fiquei mais curiosa ainda, e resolvi pegá-lo para devorar. Daí eu sei que:

     O livro conta a história de Hazel Grace, uma paciente de câncer terminal que está viva porque prolonga seus dias com o uso de um remédio que não sabe até quando vai funcionar. Hazel é também quem nos conta, sendo assim narradora-personagem. Por também ter meio que uma insuficiência respiratória, a garota respira com a ajuda de um cilindro de oxigênio que precisa carregar em um carrinho aonde quer que vá.

     Eu fiquei impressionada mesmo foi com a quantidade de reflexão que pude fazer à medida que lia. Hazel sabe que vai morrer e por isso se sente mal em saber que vai trazer dor, sofrimento e angústia para os seus pais, e que na verdade, no fim das contas seu tratamento não evitará aquilo. Há 3 anos ela parou de estudar no ensino regular e desde esse tempo vem lutando contra a doença.

     A mãe de Hazel aparece várias vezes como uma superprotetora que está integralmente vivendo para a filha. Por “dar tanta atenção” ao caso, ela procura refúgios para a garota saia de casa e “vá viver”. Então surge o grupo de apoio que ela frequenta para crianças com câncer. Lá tem gente de todo tipo de manifestação da doença, e em um dos encontros, aparece Augustus Waters (<3), o cara de sorrisinho cafajeste e lindo, “suspenso” de um câncer nos ossos.

     O primeiro contato de Hazel e Augustus é muito rápido, e tudo que acontece com eles é muito rápido também – assim como a vida, mais do que nunca nesse caso. A amizade deles é muito intensa, muito divertida; as conversas deles não são de consolos um para o outro, muito pelo contrário: sacaneiam das limitações deles mesmos, falam de ambições, da vida, e de muita, mas muita metáfora. Hazel tem um livro preferido chamado Uma Aflição Imperial que ela parece ler todas as noites. Com o seu final inacabado, Gus acaba também se viciando no livro e daí por diante muita, muita, MUITA coisa acontece.

     “A Culpa é das Estrelas” foi escrito por John Green e publicado nos EUA em 2012, com o título “The Fault in Our Stars”. Aqui no Brasil, o livro foi publicado também em 2012 pela editora Intrínseca, – com uma capa linda e uma diagramação muito boa – mas o estouro de vendas de sucesso se deu em 2013. A obra também está sendo adaptada para filme, que está previsto para ser lançado na metade de 2014.

     Eu ri alto com as descrições loucas que eles faziam, chorei litros com as situações (inclusive uma madrugada chorando, Gus Waters!), mas quis mais, que nem na descrição da capa. Agora paro por aqui porque qualquer outra dica vira spoiler, e quero que assim como eu, vocês mergulhem de cabeça nessa história maravilhosa e envolvente.

Por Vitória Regina