Especial #1: “Ao mestre, com carinho…”

Feliz aquele que transfere o que sabe e aprende o que ensina.

(Cora Coralina)

     Olá, leitores! Hoje eu vim fazer um post um pouco diferente, aqui tem um pouco mais de mim… Antes de começar, gostaria de dizer que este texto é dedicado a todos os corajosos que se decidiram pela carreira da licenciatura, a todos que passaram até hoje pela minha vida escolar (e agora, acadêmica) e especialmente aos primeiros professores que conheci: meus pais.

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foto: blog.cancaonova.com

     Hoje, 15 de outubro, comemora-se o dia do Professor. Mas o que isso tem a ver com o Blog? Bem, eu já citei algumas vezes que meus pais são professores formados na área de Letras. Eu aprendi a ler quando tinha apenas 5 anos (paixão antiga!) e muitas vezes, eles não tinham tempo para ler para mim por causa dos horários apertados do trabalho, mas todo tempo livre que podiam tirar, liam comigo e faziam questão de estimular. Meu irmão, que é três anos mais velho do que eu, não tinha muita paciência para isso e às vezes inventava as histórias com preguiça de ler tudo o que estava escrito (entreguei você, rapaz…) e com o tempo eu passei a entender que eu também podia criar minhas próprias historinhas com as ilustrações, já que tínhamos acesso a todo e qualquer material didático infantil dos meus pais. É bem verdade que risquei alguns, rasguei umas folhas, perdi uns cadernos… Mas enfim. Acabou que sem o tempo de meus pais, a falta de paciência de meu irmão e a minha criatividade de criança me fizeram juntar as sílabas que comecei a aprender na escola com as palavras dos livrinhos ilustrados. E assim nascia meu vício por leitura…

Agora imaginem como deve ser uma pessoa criada num ambiente cercado por livros. Essa é minha casa! Hahaha… pois é. Tinha como eu ser diferente? Não, né…

     Por muitas vezes vi a alegria dos meus pais após uma aula produtiva. Por outras, também vi a tristeza pela disputa com a falta de atenção e de interesse dos alunos. Quando fui aluna da minha mãe, no ginásio, percebi que era uma faca de dois gumes: se tirava nota boa, ouvia coisas do tipo “claro, né? Filha da professora só podia tirar nota boa. Ela deve dar todas as respostas das questões…”. Se tirava nota ruim: “Como assim? Filha da professora tirando nota ruim? Deveria era dar exemplo!”. Com o tempo, aprendi a deixar para lá e acho até que meus colegas foram entendendo que não era bem assim. O lado bom de ser filha de professor é ser reconhecida nos lugares como “A-filha-do-professor” ou até mesmo o esteriótipo que as pessoas criam sobre você: a pessoa que fala sempre corretamente, que escreve corretamente. O lado ruim é que se você erra um “a”, é quase crucificado. Tem frases que já são beeeeem manjadas e escuto em todo lugar: “seus pais pegam muito no seu pé?” “eles mandam você ler?” “o que acontece se você tirar nota ruim?” “filha de professor não pode errar, né?” 

     Acredito que, por trás do papel do professor de ensinar a matéria, existe um perfil, um nome que pesa ainda mais: educador. Nos dias de hoje, está cada vez mais difícil ver jovens se decidindo por licenciatura nos vestibulares e enem e os motivos geralmente são ligados ao fator “não sei lidar com alunos” ou o salário do professor não ser devidamente pago. A verdade é que, no Brasil, o papel do professor não é valorizado como merece. Já vi inclusive colegas meus (pré-adolescentes na época, pra vocês terem noção) olharem pra minha mãe falando na escola particular “quem paga seu salário sou eu!”.

     Mas hoje prefiro abandonar todas as opiniões que já ouvi. Hoje simplesmente gostaria de agradecer a todos os professores e professoras que muito me ajudaram a crescer intelectualmente, e no papel de educadores que são, me ajudaram a crescer como pessoa, como ser humano. Claro que existem os que eu vou sempre puxar a sardinha no fundo do meu coração (isso é diferente de ser puxa-saco, coisa que não tenho vocação de jeito nenhum!), assim como aqueles que fui de pensamentos diferentes e irei de frente quando preciso for, mas com muito respeito.

     Que os professores não desistam dos seus alunos, e principalmente, que os alunos não desistam de seus professores. Vou citar aqui abaixo os nomes dos professores que eu lembrar desde o maternal até hoje. Se faltar alguém, perdão. É muita gente de 1997 até agora… Cito com amor aqueles que são meus referenciais, outros que nem tanto. Porque tive/tenho professores que ensinam como devemos ser, e também os que ensinam a como NÃO ser. Mesmo assim, obrigada por todo o conhecimento que a mim, de alguma forma, foi passado. Que Deus abençoe a todos:

– Colégio N. Sra. Auxiliadora (CNSA) Propriá, SE

(Ensino infantil ao 9º ano: 2 a 14 anos)

Kátia, Carminha, Netinha, Tereza (ou é Teresa?), Zenóbia, Maria, Andréa, Cléia, Fátima Carvalhal, Simone, Elizabeth, Vanessa, Alda, Jonilton.

– Colégio N. Sra. das Graças (CNSG) Propriá, SE

(Ensino Médio: 15 a 17)

Kléber Ribeiro, Dani, Abdísio, Marcelo Ribeiro, Jânio Nascimento (“ei, filho!”), Carlinhos, João Batista (“amiguinho!”, nosso Super Mário), Kathyanne, Adriano Mota, Lucenilde Rodrigues, Faruk (Poteeeeência…), Erundina Borges, João Júnior (JJ), Carlos Alberto, Tiago, Otávio Costa, Lucenilde Rodrigues.

– Cursinho CTM (ENEM) Propriá, SE

Mário Costa, Carol Gomes, Jéssica Ferreira, Adriano Góis, Carlos Eduardo.

– Universidade Tiradentes (UNIT) Aracaju, SE 

Edson Paulo (Recepção aos calouros), Ana Beatriz, Rochelle Bezerra, Aida Carla (que me ensinou a amar anatomia), Alvaci Resende (Delícia), Tati Torres, Tatiana Socorro, Maria Nei, Jamile Teles, Lígia Mª, Célia Mª, Diogo Garção (abençoado!), Jarbene Valença, MaJô, Josy Barreto (Unit Idiomas).

– Lembrando das retiradas do sufoco em química pelo amigo e professor João Paulo Graça e da querida Neildes Triani, curso de inglês. Por fim (porque aprendemos que os últimos serão os primeiros!), os professores que me ensinam a todo instante, de sempre a sempre: Cleide e Genivaldo, carinhosamente, mainha e painho.

Professor não é o que ensina, mas o que desperta no aluno a vontade de aprender.

(Jean Piaget)

FELIZ DIA DO PROFESSOR!

Com carinho, aos mestres,

por Vitória Regina