É preciso ser forte para desistir…

Pequeno esclarecimento sobre esse post: este não é um texto de auto-ajuda, é apenas uma conversa; é um texto pessoal da categoria/série de posts “Textos de Caderno” e contém minha opinião. Espero que gostem (:

————

SAMSUNG CAMERA PICTURES
Foto: André Felip

Oi, gente! Quem me conhece sabe que eu nem gosto de criar expectativas e nem sou de fazer metas de ano novo. Sobre essas coisas eu sei que já comentei aqui no blog e sei  também que já estamos no fim de fevereiro, mas é que a ideia desse texto tá na minha cabeça desde o fim de novembro do ano passado, mas toda vez que eu tentava desenvolver, sempre saía da mensagem que eu queria passar. Pegue uma xícara de café e vamos prozear um pouquinho…

De uns tempos pra cá, algumas coisas me abalaram – desde notícias trágicas familiares até mudanças rápidas e intensas – e me fizeram a chegar nessa “Vivi em evolução” de hoje… kkkk. Graças a Deus, estou vivendo um momento muito legal da minha vida, mas isso não quer dizer que esteja imune a problemas. Acontece que, especialmente em 2015, aconteceram fatos que me fizeram mudar, e só depois eu percebi. Não é aquela história de “ahhh, é uma nova Vitória”, mas sim eu de sempre com novas perspectivas. Desse tempo de mudança, o pensamento mais pertinente era “Por que sempre eu preciso me adequar?”

Lembra da história de meta de ano novo? Pois então. Não foi meta, mas a mudança foi acontecendo e eu me permiti mudar e decidi não mais me omitir pra muita coisa nessa vida. Se preciso for, até desistir. Sabe quando parece que você tá tentando agradar de todas as maneiras e nada dá certo? Eu sei. Eu desisti. É li-ber-ta-dor! Existem prisões na vida, que sinceramente, me perdoe se você discorda, mas eu hoje acredito que a gente só cai nelas porque quer. Se você percebe que aquela situação não vai dar certo, corte o mal pela raiz porque na frente será muito, mas muito mais difícil. Prisões do tipo: coisas que não te levam pra frente, vícios que só te atrapalham,  relacionamentos abusivos, namorado/namorada que te trata feito lixo, amizades interesseiras, pessoas que não têm consideração, gente que te exclui de momentos importantes, gente que não confia em você, que quer passar por cima de você, que não se alegra com suas vitórias, que acha que a vida é uma disputa… Aproveito pra mandar um recado para as pessoas que tentam disputar besteira comigo: “ahhh, eu sou melhor nisso” “ahh, eu sofro mais que você” …  vocês são tooooodos ganhadores, viu? Dispenso o troféu. Eu não nasci pra competir com ninguém a não ser eu mesma. Um grande beijo no seu coração e não me encha o saco.

Se eu pudesse estar com você que está lendo esse texto e vivendo algum tipo de prisão, eu gentilmente estenderia meus braços pra você, seguraria seus ombros, te daria um sacolejo e gritaria na sua cara: ACOOOORDA, CRIATURA! Nem Jesus, que é perfeito, agradou a todos, imagine nós! Um grande exemplo da minha mudança é também a coisa que me fez perceber tudo isso: meu cabelo. Meu cabelo cacheado, meio crespo, cheio de frizz. Eu alisei por uns 3 anos, porque  ODIAVA quando era criança, e há mais ou menos 2 anos, decidi parar de dar relaxamento.

Hoje eu consigo me sentir muito melhor assim, e me amo muito mais. Mas se eu fosse ligar pra tudo o que eu ouvi (e me deixou triste pra caramba, numvômentir…) durante a transição capilar, eu não teria conseguido. Coisas do tipo “seu cabelo tá muito feio assim, essa raiz tá alta demais” “vixe, e vai ficar de cabelo natural mesmo, é? tem certeza?” “Mas seu rosto combina tanto com o cabelo liso” “cabelo cacheado é muito difícil de domar(por acaso meu cabelo é algum animal selvagem??!). E recentemente, já com o cabelo natural, ouvi: “você não tem medo de pegar piolho nesse cabelo tão cheio não?”   :/   

 Muitas vezes, seu maior ombro amigo vai ter que ser você mesmo. E te digo, se seus “””amigos””” derem esse tipo de apoio na sua vida, o ditado que diz antes só do que mal acompanhado é bem certo.  Essa coisa do cabelo foi a maior, porque eu me libertei dos “padrões de beleza”, mas minha necessidade de me impor e parar de me omitir apareceu em muitas situações simples. Às vezes eu tava numa roda de conversa com colegas e tinha vergonha de expressar minha opinião, fazendo parecer que eu concordava com tudo que era falado, e quando falava era 99% entendida como grossa. Não, você não precisa concordar com tudo que o outro diz. Você precisa respeitar o que o outro diz. Com respeito se consegue as coisas na vida, minha gente. Sem invadir o espaço do outro, você consegue o seu.

Hoje, com muito respeito, eu não deixo mais de discordar nas rodas de conversa e também me sinto muito melhor. Pra vocês terem noção, eu tinha vergonha de rezar antes de comer dependendo das pessoas que estivessem. Pra quem não sabe, eu sou católica e tenho muitos colegas de outras religiões (nunca tive problema com isso), e eu tinha a mentalidade fechada de que se eu estivesse numa mesa com meus amigos evangélicos e fizesse o sinal da cruz antes de comer, eu estaria sendo desrespeitosa ou tinha medo deles entenderem como uma provocação (Me dêem licença que eu vou ali dar um tapa na cara de Vitória de antes). Isso é absurdo. Eles me conheceram assim, eles também precisam me acolher assim.

Essa história de cabelo fica pra outra conversa, mas o que eu quis dizer foi que se eu tive coragem de assumir meu cabelo natural, que eu odiava (incomodando muita gente), porque bulhufas eu ia ter que ser a polida do grupo, a que sempre tem que aceitar o que o outro diz? Eu não gosto de estar em nada que me sufoque. Nada, nem ninguém. Talvez por isso eu goste tanto de borboletas. Como diria uma amiga minha: Nosso Senhor me fez LIVRE! Se eu pudesse te dar um conselho, este seria: dê valor aos seus amigos  de verdade, entenda a necessidade deles, tenha consciência das suas fragilidades, mas entenda também que você tem um valor. Desista do que te faz mal.

Por fim, deixo pra vocês uma reflexão que está na 2ª carta de São Paulo aos Coríntios, onde “Paulo fala de uma misteriosa aflição, um espinho cravado na carne (2Cor 12,7), e do intenso desejo de se libertar dele. Mas, as três vezes em que pediu a Deus que o libertasse dele, Deus lhe fez ver a conveniência de não o fazer”. (Bíblia católica do jovem, Ed. Ave-Maria)

“Três vezes roguei ao Senhor que o apartasse de mim. Mas Ele me disse: ‘Basta-te a minha graça, porque é na fraqueza que se revela totalmente a minha força’. Portanto, prefiro gloriar-me das minhas fraquezas, para que habite em mim a força de Cristo. Eis por que sinto alegria nas fraquezas, nas afrontas, nas necessidades, nas perseguições, no profundo desgosto sofrido por amor de Cristo. Porque, quando sou fraco, então é que sou forte.” (2Cor 12, 8-10)

por Vitória Regina


Acompanhe o blog nas redes sociais  (:

Facebook | Instagram | Twitter

Anúncios

Quem escreve?

Vitória Regina, 20 anos, estudante de Psicologia; apaixonada por Deus, família e amigos. Às vezes difícil de lidar, às vezes não. Sergipana morando em duas cidades “ao mesmo tempo”; sonhadora, católica, ansiosa e desastrada. Pose de durona, mas de coração mole mole… Gosto de escrever coisas aleatórias. Viciada em livros, música (faço tudo ouvindo música), netflix, chocolate, açaí e leite (porém, intolerante :/). Um poço de sono, mas também de insônia. Ligada nos 220 volts, cheia de ideias, mas com uma dificuldade imensa de organizá-las…

“Eu sou aquilo que Deus pensa de mim.” (Santa Teresinha)

Coisas que aprendi com High School Musical + infância feliz. #hsm10anos

Oi, gente!

Não, você não está no blog errado. É que dia 20/01/2016 fez DEZ anos que o filme High School Musical foi lançado nos EUA, e em comemoração, a Disney resolveu juntar os integrantes “principais” para fazerem um programa falando sobre o filme, seu sucesso, a mudança que ele fez em suas vidas, enfim, um reencontro (lindo :p). Se você se abismou ao ler 10 anos, pode crer, estamos ficando … maduros. Eu tinha 10 anos e estudava na 4ª série do ensino fundamental (hoje eu acho que se chama 5º ano) na época em que o filme foi lançado e lembro até hoje da primeira vez em que assisti: uma sessão da tarde, alguns meses após o lançamento. Eu simplesmente PIREI! Sabe aquele efeito Sandy & Júnior que dava nas crianças? Pois é, HSM foi desse jeitinho comigo! Eu não só assisti na globo como no dia seguinte fui correndo na locadora atrás do dvd. Tenham certeza de que no final do ano de 2006/início de 2007 o carinha da locadora simplesmente me amou, de tantas vezes que voltei lá! (Sim, você leu locadora mesmo.) É, eu sou uma wildcat! kkkkk

114134-sem-zac-efron-elenco-de-high-school-mu-620x0-1

Eu posso dizer com toda certeza do mundo que, graças a Deus, minha infância foi muito feliz. Eu até  brincava na rua, mas como meus pais trabalhavam fora o dia todo, não era muito tempo que a gente podia ficar, então eu tinha minhas artimanhas. Eu sempre amei música e era hipnotizada na frente da TV, e por isso, das grandes lembranças que eu tenho, HSM é definitivamente uma das mais marcantes. Aliás, eu fui acompanhando os filmes no fim da infância até um pedaço da adolescência, e acreditem: posso ver quantas vezes forem, posso ter decorado todas as músicas e falas, mas até hoje assisto com a mesma alegria.

HSM BLOG 2

Se você não sabe o que bulhufas é High School Musical, ou você é muito novinho (a) ou você não teve infância, se é da minha idade. Mas eu vou ser gente boa com você. HSM se passa dentro do colégio East High (que realmente existe, funciona e tem esse mesmo nome), e gira em torno de basicamente seis personagens: os irmãos Sharpay e Ryan Evans, Taylor, Chad e principalmente o casalzinho Troy Bolton e Gabriella Montez.

Troy é um jogador de basquete e Gabriella é a típica menina estereotipada nerd, estudiosa e que só tem tempo pros estudos. Mas como o próprio título do filme diz, ele é um musical e aborda muito a questão do talento, se descobrir fazendo coisas novas que talvez não agradem a todos que já estão acostumados a te ver no seu “status quo”. Tem música e dança o tempo inteiro, mas como eu já disse, o filme é um musical…e da Disney!

hsm2

O primeiro filme (2006) é quando tudo começa, quando todos se conhecem na escola e transformações acontecem. O segundo filme (2007) se passa nas férias de verão do East High, onde a maioria dos alunos vai fazer trabalho de férias no clube dos Evans.  E o terceiro (2008), o ano da formatura, escolhas de faculdade e a difícil despedida (enxuga lagriminha). O 3 foi o único que foi passado nos cinemas. Esse brevíssimo histórico aqui não é resenha, foi só pra tentar situar quem não conhece, mas recomendo que assistam os filmes pra entenderem o resto do post, huahuahua.

DVD_High_School_MusicalDVD_High_School_Musical_2highschoolmusical3r1art12

hsm2-high-school-musical-2-32149249-2800-1867

Ah…Eu fui bem zoada na escola por gostar de HSM, porque era coisa de “criancinha”. Obrigada pai, mãe, por me deixarem ser criança na minha infância. Inclusive, foi assistindo HSM que eu comecei a me interessar por inglês. Continuando…

Nessa época eu aprendi que quando se tem um talento, ele deve ser colocado em prática desde que seja para o bem (apesar de eu ser tímida demais com algumas coisas, hihi). Aprendi também que a timidez pode te impedir de fazer certas coisas se você permitir, mas que quando você se soltar, você será exatamente quem você é. Aprendi que “uma vez um wildcat, sempre um wildcat”. Aprendi que se um grupo quer dar certo, faz de tudo pra dar certo; que distância é relativa pra quem ama; que piqueniques improvisados podem ser os melhores  encontros. Aprendi que para jogar, você deve manter o foco. Aprendi que não se deixa um amigo pra trás ou sozinho no jogo, e que se a amizade é verdadeira, “estamos todos JUNTOS nessa”. E mais ainda, que para suas coisas darem certo, você precisa ser ORIGINAL.

 

 

 

HSM BLOG
Foto do encontro (que Zac Efron não foi –‘, mas enviou um vídeo)
12439149_968159933275151_2609939594695278810_n
Pequena coleção de álbuns de figurinhas, dvds, revistas e pôsteres. (Saudade, banca de revista de dona Tonha…)

 

Once a wildcat, always a wildcat…

por Vitória Regina ❤