Ei, pô, vai melhorar :)

E aí, minha gente, beleza?

Eu apareço aqui só de tempos em tempos, né? E hoje me deu uma vontade danada de escrever. É que – pra variar – eu tenho andado bem ocupada com as tretas da vida, e bem estressada também, pra ser sincera. Desde o final de julho eu tenho corrido bastante… comecei a fazer novas atividades, 2º semestre do ano sempre deixa a faculdade mais atropelada ainda, encarei uma mudança de apartamento – de novo! É, como diria a cantora Kátia: “não está sendo fácillll”. 

Eu sou bastante ansiosa e já devo ter dito por aqui que gasto muito mais tempo e energia pensando, planejando, refletindo, do que realmente executando.  E claro, não tem nada lá que eu ache muito legal em ser ansiosa. Mas nessas minhas divagações eu tava tão, mas tão estressada que eu acabei tendo crises de ansiedade, me afastei um pouco das pessoas, fiquei “sem tempo” (na verdade, não soube organizá-lo), deixei de ler meus livros, ver minhas séries, alimentei medos, enfim… fiquei na roleta-russa da ansiedade. Não que eu tenha melhorado 100%. Eu estou ansiosa até por postar esse texto, por exemplo hahahah. Mas essa história fica pra outro post… A questão é que, também pensando na correria dos últimos 2 meses, eu percebi que eu não só preciso desacelerar pra me organizar melhor, como preciso otimizar meu tempo complementando com outras coisas que me façam sentir bem. Tem pelo menos uns 3 anos que não sei o que é praticar esporte, vivo em casa, mal saio além de casa-universidade, universidade-casa… quando percebo, já tô na auto-sabotagem e tô tipo:

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E a gente cai na mesmice, né? Começa a ter medo de coisas que antigamente não tinha, começa a se preocupar por motivos antes negligenciados, começa a pensar que vai dar tudo errado, fica se perguntando “e se?”. Meu maior inimigo é o meu próprio “e se?”.

É desse jeito, Joey…

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“AAAAAAAAAAA”   

Só que aí nós também acabamos esquecendo que não precisamos ser rocha do mundo todo, não precisamos enfrentar tudo sozinhos; que não é porque tiramos uma nota baixa que não vamos conseguir melhorar, ou sei lá, provar nossa inteligência; esquecemos que têm pessoas que querem ver nosso bem de alguma forma (apesar de existirem sempre as que não querem tão bem assim… rs). A gente pira e esquece de RESPIRAR!

E o pior, nós esquecemos de que tem um cara mega apaixonado por nós nos olhando lá de cima – na nossa frente, ao nosso lado-, tentando nos mostrar que nos ama muito, que tá nos segurando pelos braços e nos dizendo “segura essa ansiedade aí, mofilhoo! Vai dar tudo certo!”❤❤

Uma oração maravilhosa – independente de religião – muito usada em grupos e muito válida nesses momentos da vida é a “Oração da Serenidade”, escrita pelo teólogo e escritor americano Reinhold Neibuhr. Ela diz assim:

Concedei-me, Senhor, a serenidade necessária
para aceitar as coisas que não posso modificar,
coragem para modificar aquelas que posso, e
sabedoria para conhecer a diferença entre elas.

Respire. Lave o rosto. Beba uma água. Permita que Deus te encha de paz. Porque eu sei que as coisas não estão todas indo bem, mas em algum momento, de algum jeito, elas vão se acertar.

Não pensem que isso muda o fato de eu ser ansiosa, medrosa, ou que eu acho que é tudo muito simples e fácil. O medo paralisa mesmo. Mas além de ser uma partilha, é sempre um auto-lembrete de que… Ei, pô… vai melhorar🙂

Fiquem com Deus! Um beijo e até a próxima!

por Vitória Regina❤

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Então eu assisti: Como eu era antes de você

 

Hello, guys! Tudo bem com vocês? Vou avisando logo que este post tá lotado de SPOILER, então se você não leu o livro, nem assistiu ao filme, melhor voltar em outro momento. Caso queira ver mesmo assim, não diga que não avisei, hein? Agora vamo deixar de enrolação… enjoy!

Sinopse: Rico e bem sucedido, Will (Sam Claflin) leva uma vida repleta de conquistas, viagens e esportes radicais até ser atingido por uma moto, ao atravessar a rua em um dia chuvoso. O acidente o torna tetraplégico, obrigando-o a permanecer em uma cadeira de rodas. A situação o torna depressivo e extremamente cínico, para a preocupação de seus pais (Janet McTeer e Charles Dance). É neste contexto que Louisa Clark (Emilia Clarke) é contratada para cuidar de Will. De origem modesta, com dificuldades financeiras e sem grandes aspirações na vida, ela faz o possível para melhorar o estado de espírito de Will e, aos poucos, acaba se envolvendo com ele. (Fonte: adorocinema.com)

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Alguém duvida da minha paixão por Sam Claflin?

(Gostaria de pedir desculpas e agradecer a minha amiga Isadora, que pagou mico junto comigo pra tirar essas fotos…)

Se vocês leram a resenha que eu postei sobre o livro, vocês sabem o quão ansiosa eu estava para o lançamento de Como Eu Era Antes de Você nos cinemas (Caso não tenha lido a resenha, clique aqui). Fui ao cinema no dia 17/06 (um dia depois do lançamento, tentando evitar mais spoilers!!). Bem, eu estava em êxtase ao ver os dois trailers que a Warner havia divulgado, porque tudo parecia se encaixar direitinho, parecia ser bem fiel ao livro e os atores que interpretaram Will (Sam Claflin – Jogos Vorazes, Simplesmente Acontece) e Louisa (Emilia Clarke – Game of Thrones) estavam muito “parecidos” com o que JoJo Moyes descreveu deles. As cenas dos trailers me encheram daquela sensação de quero mais e eu criei bastante expectativa.

Outro ponto favorável para minha ansiedade foi que quem estava no roteiro do filme era a própria JoJo, assim como em A Culpa é das Estrelas, que John Green também estava como roteirista. Maaaas, preciso dizer que nesse ponto acabei me decepcionando um pouco. No geral, sim, achei um bom filme. E talvez quem não tenha lido o livro também não tenha reparado no que vou falar agora. Só que em alguns momentos, eu tive a sensação de que “recortes” do livro haviam sido feitos e algumas transições das cenas foram meio rápidas e bruscas. Tipo, (alerta de spoiler!) na cena em que Lou aparece conversando com Nathan sobre estar cancelando a viagem, enquanto Will está no hospital… é totalmente do nada. Claro, depois de um tempo você entende que ela havia planejado (fica subententido, na verdade), mas o livro é tão rico em detalhe nesse momento, que eu acho que dava pra ter colocado alguma coisinha a mais. Fiquei pensando: “tá, não vai explicar? só isso? pá puf?” Demorei pra postar sobre o filme justamente porque fiquei pensando que só eu tinha tido essa impressão do filme, mas falei com uma prima que também já tinha lido e ela concordou comigo (foi mal, Jojo). 

Ok, eu não sou crítica de cinema, estou longe disso, mas eu realmente gostei muito da história do livro e fiquei tão encantada que gostaria que outras pessoas vissem como eu vi. Mas, vamos continuando. Gostei bastante da produção do filme, da trilha sonora (de A-R-R-E-P-I-A-R!) maravilhosa e da atuação dos atores, porque eu imaginei Will muito parecido com os traços que Sam Claflin deu ao personagem, e Lou também, mas aparentemente, ela ficou muito enfatizada pela figura caricata, as roupas extravagantes e por ser aquela moça “tolinha”, e no livro a gente sabe que não é bem assim. Confesso que também senti falta do sarcasmo de Will, que foi muiiito mais ameno no filme, acreditem (e conversando com um amigo, ele me disse a mesma coisa). Até a metade o filme eu dei muita risada, com os sapatinhos coloridos e as peripécias de Lou, e claro, quando a história ficou mais séria, conseguiu me arrancar muitas lágrimas… o filme ficou realmente lindo. Isa que o diga: na hora do casamento da ex-namorada de Will, a bichinha já tava soluçando do meu lado… rs.

Passaram-se alguns dias e eu tive a oportunidade de assistir de novo. Pensei “acho que estou sendo exigente demais, preciso lembrar que se trata de uma adaptação.” Resultado: ri de novo, chorei de novo e quis mais. Assisti com olhos um pouco menos severos, dessa vez… Mas ainda assim, confesso que o filme poderia mostrar um pouco mais da relação de Lou com Patrick (que quem faz é o carinha de Harry Potter, vocês perceberam ? :p) e com a irmã, Treena, pois são dois pontos bem importantes na história e estão diretamente ligados com o trabalho de Lou no castelo. Também já ouvi gente dizendo que no filme não deu pra entender muito bem o porque de Lou e Patrick terem terminado exatamente… Ao final do filme, das duas vezes em que assisti, eu tive a impressão de que os trailers revelaram muito, e o que era pra ser a cereja, pareceu ser uma grande parte do bolo:/

Enfim, se tratando de uma adaptação, creio que nunca vai ser igual ao livro, é óbvio. Mas prezo muito para que no filme a história do livro seja contada, de fato. É uma alegria danada pra um leitor ver uma cena bem condizente com a narração do autor… No geral, é sim um bom filme, mas pra quem não conhecia a história, as opiniões ficaram divididas. Como se sabe, a história mostra uma situação muito delicada, que é a opção que Will faz pela Eutanásia. Questões éticas e delicadas são abordadas nesse filme em relação a isso, e causaram muito burburinho. (((SPOILER))) Eu também não queria que Will tivesse morrido, amigos, mas como eu disse na resenha do livro, “não é o final que eu queria, mas a autora foi muito congruente com a escrita. Mais ainda do que uma história de casalzinho, é uma história sobre superação, ganhos e perdas, família, amizades, sobre como o amor pode brotar das situações mais inimagináveis, e mais do que tudo, a maior mensagem desse livro é um grande lembrete: VIVA INTENSAMENTE!”

Não me odeiem caso vocês discordem do que eu falei… Eu gostei do filme e tenho certeza de que vou continuar querendo assistir outras vezes, comprar o DVD, decorar as falas e tudo mais! (Nem preciso dizer o quanto amei a cena dela ganhando a meia de abelha, né?!) Comentem aí embaixo se vocês gostaram ou não do filme… Um beijo, fiquem com Deus e até a próxima!

por Vitória Regina❤

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Aos vinte

         20 anos. Nessa altura do campeonato as pessoas ainda se acham no direito de opinar o que você deve fazer, dizem que seu curso é bom, mas que vai te fazer passar fome. Estranham porque você é nova e se veste “como velha”. Insistem em perguntar: “tão jovem, por que não tá namorando?”. Mas você resolve deixar tudo isso pra lá, se percebe amadurecendo, “adultecendo”, tomando as decisões por si. Você tem a energia de ir para uma balada, mas começa a se sentir mais confortável pegando um cobertor e assistindo um filme na Netflix. Você começa a ponderar se vale à pena sair e deixar pendente aquele trabalho da faculdade. Com o tempo passando e as responsabilidades gradativamente chegando, você também se sente cansada e ainda tem que ouvir o famoso “mas você SÓ estuda”. Aos 20, você conhece muita gente boa, já teve experiências maravilhosas e outras bem ruins. Aos 20, os colegas da escola quase não têm contato com você, alguns amigos de tempos atrás sumiram, seu círculo diminuiu bastante. Você começa a ser mais seletiva na hora de conversar certos assuntos com algumas pessoas. Você decide que não quer namorar com alguém apenas por status; você reserva este espaço da sua vida para caso apareça alguém que queira caminhar com você, trilhar os mesmos objetivos, que seja um cara respeitoso e não um “mala”; que vá à Igreja com você (mas não por você) e não um que ria da sua fé. E você é chamada de louca por resolver esperar as coisas em Deus, porque os tempos são modernos e aparentemente, não conseguem associar as duas coisas. Aos 20, quando você está sem tempo, precisa buscar artifícios para se divertir sozinha. É nessa hora que você percebe que estar sozinha não significa ser só. E você aprende a gostar disso. Você troca a saída com a galera depois da aula pela taça de vinho ou pela xícara de café, um bom livro e uma boa música em casa; mas também aproveita a boa sensação quando sai com os amigos, porque ver gente é revigorante! Você comemora o dia dos namorados sozinha sim, porque escolheu se apaixonar por você mesma e pela vida. Você consegue ficar alegre por ficar o dia todo de pijama em casa da mesma forma que faz aquela maquiagem quando se anima pra sair. E por mais que você tenha medo, você olha pra trás e vê tudo o que já conquistou aos 20. No fim das contas, o que para os outros é loucura e solidão, pra você, aos vinte, é bênção, é doce, é ser gentil com você mesma. É liberdade.

Por Vitória Regina❤